Tentaram comprá-lo
- Não. Mas quando discordei publicamente da integração da arbitragem na Liga de Clubes, o director executivo, José Guilherme Aguiar, teve uma conversa comigo, muito curiosa, no seu gabinete, a 2 de Dezembro de 1996, em que contou o seguinte: quando era vice-presidente do FC Porto disse um dia ao Paulo Futre que ou cumpria as regras ou não podia jogar naquele clube. "E olhe que o Futre era a estrela da companhia", rematou. Percebi o recado: ou me calava ou me punham à margem.
- Foi posto à margem?
- Não. Calei-me. E no ano seguinte até fui o primeiro.
Jorge Coroado É e SEMPRE FOI adepto/simpatizante/sócio do belenenses.
Aliás, essa é a razão que explica a inveja é o ódio que nos tem.
Não faço ideia do que diz o Coroado, porque infelizmente já estou vacinado por mais de uma década de escândalos da responsabilidade desse senhor em jogos do Benfica.
Mas pelo que dizem, o senhor entendido advoga que o lance do Petit é penalti... penalti? Nem o jogador que supostamente teria sofrido a falta se recorda!!!!!!
E o lance do Nuno Gomes não é? Então podiam sacar-lhe a perna fora que não havia problema desde que a bola fosse jogada? Ainda por cima quem o diz é o árbitro que num lance em tudo semelhante fez uma análise exactamente ao contrário, apenas porque o clube em causa era o Sporting e não o Benfica?
Árbitros?!
Se eles não fossem “importantes” o FCP não os corrompia, como mostram as escutas do Apito Dourado!
Para quê gastar dinheiro com eles, se eles não conseguissem influenciar os resultados dos jogos?
«O último cartão», de Jorge Coroado, é um convite a saber o que um árbitro pode passar ao longo da sua carreira. Os «apertos», os «convites», as «propostas», os «erros» revelados pelo ex-árbitro convidam a perder algum tempo com este livro escrito em conjunto com o jornalista Jorge Baptista.
De todas as histórias contadas no livro, e são muitas, Jorge Coroado destaca uma. A célebre «azia» com que o árbitro ficou depois do encontro entre o Desportivo de Chaves e o Sporting (2-2) de 1999. Agora, em livro, Coroado admite ter recorrido «à lei das compensações» para resolver o jogo que até ao fim foi complicado. Tal como conta, o jornalista Valdemar Duarte ligou-lhe no dia seguinte para lhe perguntar como se sentia. «Estou com uma grande azia», respondeu o árbitro então.
Neste livro, Jorge Coroado fala abertamente de erros que cometeu, mas também de decisões acertadas que tomou e que também foram contestadas. Conta ameaças de morte que sofreu, do cachecol do Chelsea que recebeu um dia após a eliminação da equipa inglesa da Taça das Taças. Coroado revela que 1986 foi um ano que nunca esquecerá devido a ter subido à primeira categoria e é precisamente aí que começa a contar «histórias soltas», que mete cheques, mobiliário, e das várias situações que passou com muita GNR à mistura.
Jorge Coroado fala aqui também da «zanga com o Major», quando foi chamado de «ladrão» por Sousa Cintra, ou quando se sentiu «apunhalado pelas costas» e que talvez por isso perdeu a fase final do Mundial 98. São várias histórias, mas Coroado não deixa de falar também da opção porque quis ser árbitro e passou por temas quentes como o Apito Dourado. O ex-árbitro fala das prendas e mordomias, aponta uma solução para a arbitragem e termina esta viagem como existe no futebol actualmente. Como comentador.
De todas as histórias contadas no livro, e são muitas, Jorge Coroado destaca uma. A célebre «azia» com que o árbitro ficou depois do encontro entre o Desportivo de Chaves e o Sporting (2-2) de 1999. Agora, em livro, Coroado admite ter recorrido «à lei das compensações» para resolver o jogo que até ao fim foi complicado. Tal como conta, o jornalista Valdemar Duarte ligou-lhe no dia seguinte para lhe perguntar como se sentia. «Estou com uma grande azia», respondeu o árbitro então.
Neste livro, Jorge Coroado fala abertamente de erros que cometeu, mas também de decisões acertadas que tomou e que também foram contestadas. Conta ameaças de morte que sofreu, do cachecol do Chelsea que recebeu um dia após a eliminação da equipa inglesa da Taça das Taças. Coroado revela que 1986 foi um ano que nunca esquecerá devido a ter subido à primeira categoria e é precisamente aí que começa a contar «histórias soltas», que mete cheques, mobiliário, e das várias situações que passou com muita GNR à mistura.
Jorge Coroado fala aqui também da «zanga com o Major», quando foi chamado de «ladrão» por Sousa Cintra, ou quando se sentiu «apunhalado pelas costas» e que talvez por isso perdeu a fase final do Mundial 98. São várias histórias, mas Coroado não deixa de falar também da opção porque quis ser árbitro e passou por temas quentes como o Apito Dourado. O ex-árbitro fala das prendas e mordomias, aponta uma solução para a arbitragem e termina esta viagem como existe no futebol actualmente. Como comentador.
O JUIZ SEM A TOGA
No livro, pode ver-se Coroado como ele é: egocêntrico ao ponto de quase parecer desequilibrado, mas ao mesmo tempo desassombrado e honesto, sem qualquer sentimento corporativo de defesa de classe ou instinto político virado para o tráfico de influências. A maior prova encontra-se logo no ano em que subiu a internacional (1990), quando recusou participar numa homenagem a Lourenço Pinto, então presidente da Comissão de Arbitragem, por nela encontrar resquícios de um condenável "beija-mão".
"De cardeais Richelieu já tenho a minha conta", disse então o homem que, já depois de abandonar os relvados, reagiu com um "Não sei quem é" à notícia de um processo que lhe tinha sido movido pelo ex-colega Vítor Pereira ou que provocou o seu próprio veto para dirigente dos árbitros com mais uma provocação aos poderes instituídos: "No futebol português há majores, mas há muitos com vontade de serem promovidos a coronéis sem jagunços".
Por estas e por outras mostras de radicalismo - como as cenas de pancadaria protagonizadas em Julho com o árbitro Paulo Costa, no funeral do ex-árbitro Vítor Correia -, este confesso adepto do Belenenses, onde chegou a praticar atletismo, ainda hoje divide os adeptos de futebol em Portugal. E não admira que assim seja. Findo o seu último jogo, perguntaram-lhe o que ia fazer a seguir. Coroado disse que talvez tentasse tirar um curso de Direito. "Assim, da próxima vez que me chamarem aldrabão, serei um aldrabão licenciado". Mas nunca consensual.
Que a promiscuidade entre o FC Porto e os árbitros é UMA REALIDADE, não é preciso provar nada, ESTÁ PROVADO!
E para não ir para além daquilo que já disse aqui, refiro-me apenas e só às questões:
- Viagens pagas aos árbitros para férias no Brasil - QUEM NEGA?
- Conversa telefónica transcrita no Expresso e vários jornais da época em que o José Guímaro pedia ao Reinaldo Teles os "quinhentinhos" entre outras coisas - QUEM NEGA?
- O José Guímaro foi preso, ficou TUDO provado e o Reinaldo Teles continuou cá fora
- QUEM NEGA?
- Relatórios de árbitros com expulsões, agressões ao próprio árbitro, ameaças, etc ... que TODOS nós víamos na Televisão e eram pura e simplesmente ignorados nos relatórios. Em tudo isto o FCPorto está metido e provados os propósitos corruptos. QUEM NEGA?
Ontem na TVI o Miguel Sousa Tavares dizia que parece que era só com um ou dois árbitros e se assim fosse nem era grave. Só me deu vontade de rir pelo ridículo. É ... mas se fosse pedofilia com um ou dois já era grave! Há com cada um ... O SISTEMA, não são os penaltys que ficam por marcar ou se marcam de propósito, não são (mas também são) ... o SISTEMA é exactamente toda esta máquina montada por trás, de benesses, de promiscuidade (se o Rui Rio dissesse tudo....), de favores para serem ou não serem castigados ou atenuadas penas, de prendas, de nomeações da arbitragem e não sorteio, de observações e classificações das arbitragens, as avenças dos jornalistas, etc. etc. etc...Aquilo que o Renato (Bená) refere, é verdade, eu lembro-me, e até vinham os nomes dos árbitros, preto no branco. Depois vieram com aquela desculpa que eles eram casados e ... abafaram. Como abafaram as histórias da "Paula" com jogadores do FCPorto nos "Donos da Bola" na SIC, e as "passeatas à noite na praia" do Oliveirinha com jogadores da Selecção.
por Karlos